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Modelo Fiuza

Fiuza: como nasceu um modelo de convivência para pessoas idosas

Fiuza

Da percepção sobre a solidão à criação de uma metodologia, conheça as ideias que orientaram Raquel Zotti na construção da marca.

4 min de leitura

A percepção de que muitas pessoas idosas estavam vivendo uma rotina marcada pela solidão foi o ponto de partida para a criação do Fiuza. Em entrevista no podcast Conectado, do Grupo Thathi Ribeirão, Raquel Zotti, fundadora da marca, conta que começou a observar essa realidade a partir do contato com quem procurava alternativas para seus familiares. 

Nesse contexto, ela identificou uma perda de estímulos, vínculos e motivos para participar do cotidiano. Segundo Raquel, algumas pessoas chegavam ao espaço relatando que passavam os dias entre o quarto, a cozinha, o banheiro e a sala. 

A partir dessa realidade, o Fiuza construiu uma proposta baseada na convivência, na participação e em diferentes estímulos ao longo do dia.

Como surgiu a proposta do Fiuza

A origem do Fiuza está relacionada à percepção de que envelhecer não precisa significar reduzir a vida social ou deixar de experimentar novas atividades. Raquel diz que a falta de convivência podia se transformar em um ciclo de isolamento, afetando inclusive a disposição das pessoas para sair de casa.

Foi assim que surgiu a ideia de criar um espaço em que as pessoas idosas pudessem se encontrar, conversar, participar de atividades e continuar descobrindo possibilidades. “Quando os alunos entram no Fiuza, eles falam: ‘Olha, aqui eu me sinto vivo, me sinto esperado, me sinto pertencente a um grupo’”, relata Raquel.

Essa perspectiva também está relacionada à maneira como a marca enxerga o envelhecimento. Para a fundadora, limitações comuns do processo de envelhecimento não diminuem o valor de uma pessoa. Pelo contrário: as experiências acumuladas ao longo da vida representam conhecimentos que podem ser compartilhados.

Uma rotina com estímulos físicos, cognitivos e sociais

A proposta desenvolvida pelo Fiuza passou a reunir diferentes experiências ao longo da rotina. O movimento, os estímulos cognitivos e a socialização formam os pilares que orientam as atividades e ajudam a criar oportunidades de participação.

A construção dessa rotina também considera que cada pessoa possui interesses, histórias e características próprias. Por isso, a experiência busca oferecer diferentes possibilidades para que cada participante encontre aquilo que faz sentido para sua vida.

Essa visão aparece também na história da Sra. Edna, que voltou a demonstrar expectativa pelos compromissos, retomou hábitos pessoais e passou a reconhecer o Fiuza como um espaço onde tinha amigas e se sentia acolhida.

Segundo Ana Cláudia, filha de Edna, “o Fiuza trouxe de volta algo precioso para minha mãe: a possibilidade de continuar vivendo novas histórias”. Para conferir a história completa, confira o nosso blog.

A escuta como parte da construção do modelo

Conforme explica Raquel, entender o que as pessoas idosas sentem e precisam também faz parte da experiência oferecida. Um exemplo contado por ela durante a entrevista é o dos crachás.

Uma participante percebeu que era difícil lembrar o nome de pessoas novas que chegavam ao espaço e sugeriu que elas usassem crachás. Após consultar outros participantes sobre a ideia, ela foi incorporada à rotina, mostrando o exercício da escuta ativa na prática.

Raquel Zotti explica que essa situação representa uma maneira de olhar para a história e para os sentimentos de cada pessoa, em vez de tratá-la apenas como mais uma participante.

Longevidade também é continuar descobrindo

Outra história mencionada na entrevista é a de Dona Neide, que chegou aos 101 anos mantendo uma visão positiva sobre a vida. Segundo a fundadora, a participante atribui parte de sua longevidade à decisão de não ficar presa à contagem dos anos.

O exemplo ajuda a ampliar a discussão sobre longevidade e mostra que viver mais também pode significar continuar encontrando motivos para participar, aprender, conviver e construir novas experiências.

Essa ideia de não deixar a alegria e a qualidade de vida para depois está presente na própria filosofia da franquia. Para Raquel, não faz sentido adiar experiências que podem trazer mais significado à rotina. “O propósito é o que move o Fiuza”, afirma.

Da experiência ao modelo de franquias

Ao longo da trajetória, a experiência passou a ser organizada em uma metodologia baseada em rotina estruturada, estímulos físicos e cognitivos, socialização e escuta dos participantes. Esses elementos orientam a experiência e ajudam a manter os princípios da marca presentes na operação.

Essa estrutura também oferece referências para que novos franqueados conduzam suas unidades, preservando a proposta no dia a dia. Ao mesmo tempo, a escuta permite considerar as características, interesses e necessidades de cada participante, sem deixar de lado a consistência da experiência.

Para quem busca uma franquia neste segmento, o Fiuza combina uma operação estruturada com uma proposta de convivência que se traduz na rotina.

Conheça a proposta da rede e saiba como se tornar um franqueado.

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